Monthly Archives: January 2014

RESPIRE…

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RESPIRE...

“Pode parecer que não, mas você já se esqueceu… que respira.” (Banda Cultivo)

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“O Deus mercado”

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“Ocupamos o templo com o deus mercado, que nos organiza a economia, a política, os hábitos, a vida e até nos financia em parcelas e cartões a aparência de felicidade.
Parece que nascemos apenas para consumir e consumir e, quando não podemos, nos enchemos de frustração, pobreza e até autoexclusão.” José Mujica, presidente do Uruguai. 

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Mujica é, segundo definições mundo afora, “o político mais incrível”, “o líder que faz sonhar”, “o presidente mais pobre do planeta”, que abriu mão de 90% do salário e preferiu morar em sua chácara em vez de na residência oficial. A revista americana Foreign Policy o listou entre os cem pensadores mais importantes de 2013, por redefinir o papel da esquerda no mundo.

O que aprendi fazendo uma horta!

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Como toda grande verdade, o que vou transmitir aqui é algo simples, e se não fosse simples não poderia ser uma grande verdade.

Leia o relato completo e ao final, poderá ter algumas revelações sobre… a vida. Que é quase igual a fazer uma horta.

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A DECISÃO

Há mais ou menos um ano decidi fazer uma horta. Atrás da minha casa há um terreno com várias árvores e um espaço onde antigamente havia uma horta, porém ela estava abandonada havia vários anos e no local não havia mais nenhum vestígio da mesma. O que havia era apenas os tijolos que demarcavam os limites da antiga horta e uma terra seca e dura, coberta por grama e outros tipos de mato.

Decidi que faria uma horta e assim poderia ter verduras, legumes e temperos à disposição da minha família. Imaginei que teríamos alimentos de qualidade, orgânicos e não precisaríamos comprar, bastaria colher… Isso mesmo, bastaria colher. Mas para colher é preciso plantar. E era essa a minha intenção.


A BUSCA E O PLANEJAMENTO

Como nunca havia feito uma horta antes, do zero, fui para a internet pesquisar e fui atrás de pessoas com conhecimento e experiência em hortas. Lembrei que o pai de um amigo meu é Engenheiro Agrônomo e gosta muito de mexer com a terra, então liguei para o meu amigo e pedi para falar com o seu pai. Expliquei a minha intenção e falei o que eu precisava dele, ou seja, dicas e instruções do que era preciso para fazer uma boa horta. Pois de nada adianta fazer uma horta mais ou menos, teria que ser uma boa horta, que desse bons alimentos.

Num sábado pela manhã fui até a casa do meu amigo, conversei pessoalmente com o Tio Celso (Pai dele) e fomos até um local onde ele me disse que encontraríamos adubo de boa qualidade. Chegando lá compramos dois sacos de adubo orgânico e dois sacos de húmus. Na volta ainda paramos para comprar pão para a janta do tio Celso. Ele me ajudou pela alegria em saber que uma nova horta seria feita.


O PREPARO DA TERRA

Ao chegar em casa levei os sacos um por um até perto do local da horta e novamente visualizei na minha imaginação ela já pronta e com várias verduras, legumes e temperos saudáveis, grandes e vistosos. No dia seguinte, como explicado pelo Tio Celso e também pelo que havia lido na internet em sites especializados no assunto, entrei em ação.

Levei três dias e alguns calos nas mãos usando pá e enxada para preparar o terreno, que estava muito seco e sem vida. Tive que retirar toda a grama e ervas daninhas que havia sobre o local, o que foi muito difícil para alguém inexperiente como eu. A partir daí, comecei a preparar a terra até deixa-la a ponto de receber o adubo. Joguei a quantidade adequada de adubo sobre a terra revirada, molhei bastante e esperei uma semana para que o adubo impregnasse a terra. Durante esta semana esperando tive que conter minha ansiedade pois sabia que se jogasse as sementes antes desse tempo seria pior, portanto esperei o tempo que foi preciso, com paciência.

Um fato interessante foi que, no final do segundo dia, recebi uma ajuda inesperada. Quando cheguei em casa para terminar de revirar o ultimo metro de terra, descobri que meu pai havia feito o trabalho para mim, pois ele gosta de trabalhar na natureza e ao me ver empenhado em fazer a horta que afinal beneficiaria a ele também, me ajudou sem eu precisar pedir.


SEMEAÇÃO

Durante a semana, enquanto esperava, fui atrás das sementes e descobri algo que não sabia. Descobri que em qualquer loja agropecuária você encontra mudas de verduras, legumes e temperos. Mudas são plantas que já brotaram e são pequenas, ideais para serem plantadas no local onde irão crescer, e descobri que essa era a maneira mais prática de fazer.

Ao chegar o final de semana, após ter passado o tempo necessário para a terra absorver os nutrientes do adubo, acordei um sábado pela manhã e conversei com meu pai para irmos juntos comprar as mudas. Não encontramos mudas bonitas no primeiro local, então fomos a outro local e encontramos o que buscávamos. Compramos mudas de alface, rúcula, agrião, espinafre, berinjela, jiló, rabanete, tomate, pimenta, manjericão, salsinha, e voltamos para casa. Nesse momento meu pai já era um aliado que eu poderia confiar para ajudar na construção da horta.

Planejamos como seriam plantadas as mudas pensando no tamanho que cada planta teria após adulta. Cavamos os buracos, jogamos húmus e colocamos as mudas.


ACOMPANHANDO O CRESCIMENTO

Nós sabíamos que tínhamos feito a nossa parte e que agora a natureza faria a parte dela dando a luz do sol e a energia da terra que faria as plantas crescerem. No entanto acompanhávamos de perto o crescimento e nos dias em que a terra estava muito seca, pegávamos a mangueira e regávamos as plantas.

Um certo dia ao chegar na horta levei um grande susto. Em apenas uma noite uma das mudas de manjericão estava totalmente sem folhas. Fiquei furioso ao descobrir que durante a noite formigas haviam feito um grande estrago e continuavam a caminhar pela horta cortando outras plantas. Foi um obstáculo que eu não imaginava que teria e na mesma hora fui até o meu computador e pesquisei sobre este problema, encontrando várias pessoas que davam dicas do que fazer. Ao final descobri que existia um produto que você coloca ao lado do caminho das formigas e elas o levam achando ser comida, assim deixando nossa horta em paz. Nos dias seguintes acompanhei a diminuição dos caminhos de formiga, mas sabia que teria que acompanhar de perto aquela situação.

Os dias foram se passando e o crescimento durou cerca de um mês.


COLHEITA

Enfim chegou um grande dia. O dia em que iríamos colher as primeiras folhas. Aprendi com meu pai que não precisávamos cortar a planta inteira e que poderíamos colher algumas folhas e manter a planta viva e crescendo por mais uns dias. Nós colhemos muitas verduras e fizemos uma salada belíssima para o almoço, no qual comeram cinco pessoas.

Ao mordermos a salada orgânica, sem agrotóxicos ou pesticidas, todos na mesa ficaram impressionados com o gosto forte que as folhas tinham, o cheiro, a cor e o sabor eram muito mais fortes. Ficamos o almoço inteiro, e os dias que se seguiram, falando sobre a qualidade da salada que estávamos comendo. Algum tempo depois a produção era tão grande que doávamos alimentos para amigos.

Quando recebíamos convidados para almoçar em nossa casa o comentário era sempre o mesmo, elogiando a salada, o gosto, a qualidade. E desde o início da primeira colheita até hoje a horta está dando frutos que enchem nossa mesa de alegria, saúde e orgulho.


CONCLUSÃO

As conclusões a que eu mesmo cheguei durante todo o processo foram aprendidas durante o próprio processo, desde o início e continuam a ser assimiladas até hoje, e se eu pudesse descrevê-las aqui colocaria em aprendizados pontuais.

Aprendi que:

  • Se eu quiser colher alguma coisa, preciso plantar.
  • Eu só vou colher aquilo que eu plantar. Nunca vou plantar rúcula e colher espinafre.
  • Eu posso começar um projeto sozinho, pois se eu acredito que posso ter sucesso, possivelmente receberei ajuda durante o caminho.
  • As plantas não nascem de um dia para o outro. É necessário ter paciência.
  • Antes de começar um trabalho, preciso pesquisar e falar com quem já tem mais experiência.
  • O acompanhamento durante o crescimento é necessário, pois existem surpresas, como formigas, que eu não esperava.
  • O que eu plantar, será devolvido a mim em quantidades muito maiores do que aquilo que plantei.
  • Se eu fizer a minha parte do trabalho, a natureza fará a parte dela.

 

Este relato pode ser lido e comparado a qualquer outro empreendimento que você esteja disposto a fazer.

Faça uma boa horta.

Tudo sempre muda

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Quantas vezes na vida achei que tinha perdido a coisa mais preciosa do mundo… Quantas vezes dei muito valor a alguma coisa ou a alguém, que simplesmente passou, e se foi?

Percebo agora, talvez mais claro do que antes, que tudo sempre muda, e nada continua igual. Inclusive minhas certezas, elas também mudam. Mas vou seguindo, caminhando, de olhos bem abertos para ver o que acontece ao meu redor e aprender todos os dias. Aliás, acho que é pra isso que estamos aqui, pra aprender!

O tempo, ele passa. E depois que ele passa, eu vejo que o significado das coisas mudam, de acordo com o tempo. E percebo que, no final das contas, nada é meu. Nem meu corpo é meu, porque um dia ele vai votar para a terra de onde veio. E comigo o que ficou? Talvez aquilo que aprendi…

“Cada um dá o que recebe, e logo recebe o que dá. Nada é mais simples. Não é outra norma. Nada se perde, tudo se transforma.” Jorge Drexler